| Frente convida diretor da Organização Mundial de Aduana para audiência |
|
|
|
|
Sérgio
Mujica, para que compareça a uma audiência pública em fevereiro de
2010, na Câmara, para debater a modernização.
VIÑA
DEL MAR, Chile – O secretário da Organização Mundial de Aduanas (OMA), Sérgio
Mujica, aceitou convite da Frente Parlamentar de Modernização da Aduana
Brasileira, para comparecer a uma audiência pública prevista para fevereiro de
2010, na Câmara dos Deputados, a fim de debater melhorias para o setor.
O
secretário geral da Associação de Agentes Profissionais de Aduana das Américas
(Asapra), Álvaro Pinedo Arellano, cumprimentou os deputados Fernando Melo
(PT-AC) e Sérgio Oliveira Petecão (PMN-AC), presidente e vice da Frente, e a
diretora parlamentar do Sindicato Nacional dos Analistas Tributários da Receita
Federal do Brasil (Sindireceita), Sílvia Helena Felismino, pela participação na
40ª Assembléia da Asapra, segunda e terça-feira.
Melo
e Petecão, respectivamente, presidente e secretário da Frente Parlamentar de
Modernização da Aduana Brasileira, afirmam que levam para o Brasil uma visão
global do sistema aduaneiro. Segundo eles, os parlamentares da Frente apóiam o
trabalho do Sindireceita na luta pela modernização administrativa aduaneira do
Brasil, que consiste na correta aplicação da legislação e na prestação de serviços
de excelência à sociedade. “Com isso, garantimos segurança às operações
aduaneiras e o efetivo combate ao contrabando, ao descaminho e a outros ilícitos”,
assinala Melo. Petecão chama a atenção para o papel de todos os integrantes da
Frente: “Estamos contribuindo para o aumento da competitividade do País no
comércio internacional”.
A
assembléia ocorreu no Centro de Convenções Casino Viña Del Mar, na Província de
Valparaíso (Chile), com a participação de representantes da Bolívia, Brasil, Colômbia,
Chile, Costa Rica, Equador, Guatemala, Honduras, México, Peru, Paraguai,
Panamá, Nicarágua, República Dominicana e Uruguai.
Mudanças
Melo
e Petecão defendem mudanças nas normas em vigor, para que haja mais facilidades
tanto na importação quanto na exportação de produtos. Eles visitarão este mês a
sede da Confederação Nacional da Indústria para ouvir as reivindicações empresariais.
Com base no que já detectaram em
reuniões com entidades empresariais e com o Sindireceita, eles acreditam que o
principal custo da reforma
aduaneira “é político e não econômico”. “Ele exige estudos criteriosos de
normas, procedimentos e necessidades setoriais”, assinala Melo.
A
Frente Parlamentar irá conhecer o funcionamento das cinco principais aduanas
brasileiras e até o final de janeiro do próximo ano deverá concluir o
diagnóstico das possíveis mudanças. “Com sua experiência e vontade de impulsionar
os negócios brasileiros com países de todo o mundo, o Sindireceita vem
colaborando diretamente com esse trabalho”, assinalou Melo.
O presidente da Frente pretende encaminhar o relatório aos ministérios da área
econômica e à chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff. “A mudança nas
aduanas pode ajudar, e muito, na implementação do Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC)”, ele diz.
Também
compareceram à assembléia a diretora de Assuntos Econômicos Multilaterais do
Ministério das Relações Exteriores do Chile, Ana Novik, e o presidente da
Federação Nacional dos Despachantes Aduaneiros do Brasil, Daniel Mansano. Para
eles, a diretora do Sindireceita, Sílvia Felismino defendeu a modernização da
aduana brasileira e a busca de melhor entrosamento entre os países membros do
Mercosul e da América Latina, para a busca da uniformização de procedimentos. Para
tanto, ela ressaltou a necessidade do envolvimento dos analistas tributários da
Receita Federal Brasileira nesse processo. A próxima assembléia da Asapra será em Lima, capital peruana, em outubro de 2010.
Logística
eleva em 20% custo das exportações
BRASÍLIA – Os ganhos potenciais com a
modernização do processo aduaneiro no Brasil poderiam ser equivalentes aos
obtidos com a redução de tarifas no comércio internacional. A opinião foi
manifestada há três anos pelo diretor-executivo do Grupo Banco Mundial para o
Brasil e mais sete países da América Latina e Caribe, Otaviano Canuto.
Apesar de considerar difícil medir os custos
da burocracia aduaneira, Canuto lembrou na ocasião um estudo feito em 1997 pelo
Banco. O estudo é atual.
Os principais aspectos registrados:
● Na maioria dos países emergentes, os custos das
transações comerciais são maiores que as tarifas aplicadas para a exportação de
manufaturados. Significa que, mesmo obtendo sucesso nas rodadas de negociações
internacionais, o custo aduaneiro ainda funcionaria como uma barreira de
entrada produtos brasileiros.
● No Brasil, os gastos dos exportadores com processos
administrativos e alfandegários – principalmente com logística – elevam em
aproximadamente 20% o custo dos exportadores.
● Esses custos são mais altos em países emergentes que nos
desenvolvidos. O importante é a comparação entre iguais e o Brasil está entre a
metade mais cara dos países analisados pelo Banco Mundial junto com os
africanos e atrás da Argentina e da China, por exemplo.
● O relatório anual "Doing Business" compara índices
de desempenho de 155 países. Os números mostram que em média, a liberação das
importações no Brasil leva 43 dias e o das exportações, 39 dias. Para o
desembaraço são necessários oito documentos e nove assinaturas, no caso das
importações, e 14 documentos e 16 assinaturas, no caso de exportações.
● Destaca a necessidade de aprimoramento tecnológico e dos
sistemas de inspeção como os principais gargalos existentes no País. A
informatização que vem sendo anunciada pela Receita Federal é um desses
aspectos. Exige-se, ainda, um limite máximo de tempo para a liberação de
mercadorias.
Cai o intercâmbio
comercial com o Chile
AGÊNCIA ANSA LATINA
SANTIAGO – O intercâmbio comercial do Chile
com outros países entre os meses de janeiro e setembro deste ano caiu 36%,
informou hoje o Serviço Nacional de Aduanas. As importações somaram US$ 27
bilhões (no mesmo período do ano passado o montante foi de US$ 44 bilhões),
enquanto as exportações caíram 35%, passando de US$ 48 bilhões a US$ 36
bilhões.
A diminuição das exportações teve como
principal fator a forte queda no comércio de cobre, o qual apresentou redução
de US$ 12 bilhões. O Serviço Nacional de Aduanas destacou que a maior retração
no intercâmbio foi percebida em países europeus como Holanda, Itália e
Alemanha. O Reino Unido, por sua parte, aumentou as trocas comerciais com o
Chile.
No total, a atividade contraiu 41% na Europa,
sendo que as exportações registraram déficit de quase US$ 5 bilhões, em
comparação com o obtido nos nove primeiros meses de 2008. O mesmo aconteceu com
as trocas com os Estados Unidos, onde a queda foi de 36%.
Os Estados Unidos, no entanto, continuam a
ser o principal sócio comercial do Chile na América, com um intercâmbio de US$
9 bilhões.
OUTRAS MATÉRIAS |
Receba as notícias do Deputado Fernando Melo em seu e-mail. Cadastre-se abaixo.
![]() |